Leroy estava sentado em uma das mesas mais afastadas do Café e o Desejo, com livros e anotações espalhados pela superfície de madeira rústica. A cafeteria estava relativamente tranquila naquela tarde de terça-feira, com apenas alguns clientes dispersos conversando em voz baixa e o barulho suave da máquina de café ao fundo. Ele passava a mão pelos cabelos castanhos, frustrado com a quantidade de matéria que precisava revisar para a prova da semana seguinte. Seus dedos percorriam as linhas do livro de anatomia, tentando memorizar cada detalhe enquanto tomava goles lentos do seu latte quase frio.
A luz suave que entrava pelas janelas grandes criava uma atmosfera acolhedora, quase íntima. Leroy vestia uma regata branca que marcava seus ombros largos e os braços definidos de quem frequentava a academia regularmente. O tecido leve deixava à mostra as linhas dos músculos de suas costas quando ele se curvava sobre os livros. Ele não percebeu quando a porta da cafeteria se abriu, nem os passos firmes que se aproximaram pela sua retaguarda.
Bruno entrou no estabelecimento com seu jeito habitual de quem domina qualquer ambiente que pisa. Seus olhos escuros varreram o salão até encontrarem a figura familiar curvada sobre os livros. Um sorriso discreto curvou seus lábios enquanto caminhava em direção a Leroy, movendo-se com uma confiança quase predatória. Ele parou logo atrás da cadeira do moreno, permanecendo em silêncio, apenas observando. Seu olhar descia pelas costas de Leroy, apreciando a visão que ele conhecia tão bem, mas que nunca deixava de excitá-lo.
Leroy sentiu uma presença atrás de si antes mesmo de ouvir qualquer som. O ar pareceu mudar, ficar mais denso, carregado de algo que ele reconhecia instantaneamente. Seus ombros tensionaram por um breve momento antes de relaxarem. Ele conhecia aquele cheiro — uma mistura de amadeirado com um toque de menta que era exclusivamente de Bruno. Porém, manteve os olhos fixos no livro, um sorriso discreto surgindo em seus lábios. Sabia que Bruno estava ali, apenas olhando, esperando. Era assim entre eles — uma dança silenciosa de poder e submissão que ambos conheciam perfeitamente.
Bruno não disse uma palavra. Limitou-se a ficar ali, parado, seu olhar percorrendo cada centímetro do corpo de Leroy. Observava a forma como os ombros do moreno se moviam suavemente quando ele respirava, como os cabelos levemente desarrumados caíam sobre sua testa, concentrado. Bruno cruzou os braços sobre o peito largo, coberto por uma camiseta preta justa que realçava cada músculo definido. Seus olhos escuros continham fome, uma vontade que ele não se preocupava em esconder.
Após alguns minutos que pareceram uma eternidade deliciosa, Bruno finalmente se moveu. Ele se inclinou, seu corpo quase roçando as costas de Leroy, e estendeu a mão. Com um gesto rápido e assertivo, arrancou o celular das mãos do moreno. Leroy nem teve tempo de reagir — não que quisesse. Seus dedos ficaram vazios por apenas um segundo antes de sentir o calor do corpo de Bruno mais próximo ainda.
"Você estudou o suficiente," Bruno murmurou, sua voz grave e rouca diretamente no ouvido de Leroy. O moreno sentiu um arrepio percorrer sua espinha, seus mamilos endurecendo sob o tecido fino da regata.
Antes que pudesse responder, Bruno girou a cadeira de Leroy bruscamente, fazendo o moreno olhar diretamente para ele. Seus olhares se encontraram — o de Bruno imperioso e o de Leroy, rendido. Bruno segurou o rosto de Leroy com uma das mãos grandes, os dedos apertando levemente sua mandíbula. E então, sem nenhum aviso, sem perguntar permissão, Bruno colou seus lábios aos de Leroy.
O beijo foi urgente, dominador. Bruno invadiu a boca de Leroy com sua língua, explorando, tomando posse. Leroy sentiu o gosto de café e algo mais — a essência inconfundível de Bruno, algo que sempre o deixava fraco nos joelhos. Suas mãos instintivamente subiram para os ombros largos de Bruno, segurando-se enquanto era beijado com uma intensidade que fazia sua cabeça girar. O celular esquecido em algum lugar da mesa, os livros de anatomia completamente irrelevantes agora.
Bruno puxou Leroy para cima, seus corpos se pressionando. O moreno podia sentir a ereção de Bruno através da calça jeans, rija e pulsante contra sua coxa. Um gemido escapou de sua garganta, abafado pelo beijo voraz. Bruno empurrou Leroy contra a borda da mesa, fazendo os livros caírem no chão com um baque surdo. Nenhum dos dois se importou.
"Quero você agora," Bruno sussurrou contra os lábios inchados de Leroy, sua voz rouca. "Aqui."
Leroy sabia que deveriam estar em público, que alguém poderia entrar a qualquer momento, que a cafeteria ainda tinha outros clientes. Mas quando Bruno olhava para ele daquele jeito, quando sua voz carregava aquela autoridade, ele era incapaz de negar qualquer coisa. Seu corpo já estava em chamas, seu próprio pau duro e dolorosamente apertado dentro da calça.
Bruno não perdeu tempo. Suas mãos foram direto para o cós da calça jeans de Leroy, abrindo o botão com movimentos práticos e descendo o zíper. Ele virou Leroy de frente para a mesa, fazendo o moreno se apoiar nas mãos sobre a superfície de madeira. Com um movimento ágil, Bruno puxou a calça e a cueca de Leroy para baixo, expondo suas nádegas firmes e musculosas.
"Você é lindo," Bruno murmurou, suas mãos apertando a carne macia. Ele se ajoelhou brevemente, separando as nádegas de Leroy e expondo seu buraco rosado e apertado. Sua língua traçou um caminho úmido da base das costas de Leroy até sua entrada, fazendo o moreno arquejar.
"Bruno..." Leroy gemeu, suas unhas arranhando a superfície da mesa. A sensação da língua quente e úmida de Bruno em seu local mais íntimo era quase demais para suportar.
Bruno alternava entre lamber e morder levemente, preparando Leroy com sua boca enquanto suas mãos mantinham as nádegas separadas. Ele sentia o gosto do moreno, sentia-o se contrair e relaxar sob sua língua. Seu próprio pau pulsava dentro da calça, pedindo atenção, mas ele se concentrava em abrir Leroy para ele.
Quando finalmente considerou que Leroy estava pronto, Bruno se levantou e abriu sua própria calça, libertando sua ereção impressionante. Era grossa e longa, a cabeça vermelha e brilhante de excitação. Ele cuspiu na própria mão e passou a saliva pelo membro, lubrificando-o minimamente.
"Respire," Bruno ordenou, posicionando a cabeça do seu pau na entrada de Leroy.
O moreno obedeceu, inspirando fundo enquanto sentia a pressão inicial. Bruno empurrou devagar, a cabeça grossa abrindo caminho através do anel apertado de músculos. Leroy fechou os olhos com força, uma mistura de dor e prazer percorrendo seu corpo. Ele conhecia aquele sentimento — a invasão inicial, a sensação de estar sendo aberto e preenchido por Bruno.
"Você é tão apertado," Bruno rosnou, finalmente enterrando-se completamente dentro de Leroy. Ele permaneceu imóvel por um momento, deixando o moreno se ajustar ao seu tamanho.
Então começou a se mover. Primeiro devagar, com estocadas longas e profundas que faziam Leroy gemer a cada movimento. A mesa balançava sob o ritmo crescente, os livros caídos no chão esquecidos. Os sons obscenos de pele contra pele e os gemidos abafados preenchiam o canto onde estavam.
"Sabe de uma coisa?" Bruno disse, sua voz rouca enquanto aumentava o ritmo. "Eu passei a tarde inteira pensando nisso. Em você."
Leroy não conseguiu responder com palavras. Apenas gemeu mais alto quando Bruno acertou aquele ponto dentro dele que fazia sua visão ficar turva. Seu próprio pau balançava entre suas pernas, duro e gotejando líquido pré-gozo.
Bruno agarrou os quadris de Leroy com força suficiente para deixar marcas, usando a alavanca para meter mais fundo e mais rápido. O som de seus testículos batendo contra as nádegas de Leroy era obsceno, ecoando pelo ambiente. Os poucos outros clientes da cafeteria tinham saído ou estavam deliberadamente ignorando o que acontecia no canto mais afastado.
"Fode... Bruno... mais..." Leroy conseguia apenas balbuciar, completamente perdido no prazer. Cada estocada de Bruno arrancava dele gemidos que ele não sabia que podia produzir.
Bruno sentiu o orgasmo se aproximando, a pressão em suas bolas ficando insuportável. Ele meteu com mais força ainda, sabendo que não duraria muito mais. Sua mão direita saiu do quadril de Leroy e foi até o pau do moreno, começando a punhetá-lo no mesmo ritmo das estocadas.
"Vem comigo," Bruno ordenou, sua voz pesada. "Junto comigo."
Leroy não precisou ser pedido duas vezes. Com alguns movimentos da mão de Bruno e uma estocada especialmente profunda, ele veio. Seu esperma jorrou em jatos grossos, sujando a mesa e o chão enquanto ele gritava o nome de Bruno. O clímax foi tão intenso que suas pernas tremeram.
O aperto do ânus de Leroy ao redor do pau de Bruno foi o suficiente para levá-lo ao limite. Com um rosnido gutural, Bruno se enterrou o máximo que pôde e veio, enchendo Leroy com seu esperma quente. Ele continuou a meter lentamente através do próprio orgasmo, garantindo que cada gota ficasse dentro do moreno.
Por alguns momentos, apenas o som de suas respirações irregulares preenchia o espaço. Bruno permaneceu dentro de Leroy, sua testa apoiada nas costas suadas do moreno. Lentamente, a realidade do que tinham feito começou a se infiltrar, mas nenhum dos dois parecia se importar.
Bruno finalmente se separou de Leroy, seu pau semi-ereto escorregando para fora com um som úmido. Virou o moreno de frente para ele, capturando sua boca em um beijo que, embora ainda carregado de desejo, também continha algo mais — ternura.
"Isso foi..." Leroy começou, ainda ofegante.
"Incrível," Bruno completou, um sorriso satisfeito em seus lábios. "Você é incrível."
Bruno ajudou Leroy a se arrumar, ajeitando sua própria roupa em seguida. Os livros ainda estavam no chão, o café de Leroy completamente esquecido e frio. Mas quando Bruno entrelaçou seus dedos aos dele e o puxou em direção à porta, Leroy soube que tinha muito mais pela frente. A tarde mal havia começado.
Edited by leroybancrof
















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